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Antes do primeiro gole: como entender um café pela embalagem

  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

Para um café de especialidade rastreabilidade é a palavra-chave! Conhecer toda a trajetória do grão, do "pé ao paladar", como diz a querida professora e barista Sulayne Shiratori, é fundamental! Na Mokado, essas informações ficam no card destacável na face frontal da embalagem. Mas você sabe o que cada uma delas significa e para o que servem?


Nossos cards são colecionáveis e ainda contam com uma área para preencher suas experiências com os preparos. A partir dessa leitura você estará pronto para observar as embalagens no detalhe e descobrir os encantos que cada microlote, cada nanolote da Mokado podem oferecer.


O nome de batismo do lote é escolhido com carinho para representar o que aquele lançamento representa de forma técnica ou lúdica. Aqui a criatividade geralmente é o ingrediente principal. Às vezes faz referência a frutas, doces, ao local de origem ou até a uma homenagem ao produtor.


Data da torra/Data de fabricação: informação fundamental para saber se o café foi torrado recentemente. Comprar torra fresca faz toda a diferença na experiência e por isso, escolher uma data recente de "fabricação" é fundamental para extrair o melhor do seu café. Por aqui torramos semanalmente pra que chegue com torra recente na sua casa! ;D


Tipo de torra: essa indicação ajuda a identificar a intensidade da torra. Torras mais claras

tendem a apresentar acidez mais acentuada, enquanto mais escuras costumam trazer

sabores intensos como nibs de cacau, mate ou chá preto. As torras na Mokado objetivam o equilíbrio máximo entre acidez, corpo e doçura, geralmente nossas torras são médias.



Espécie: As mais comuns no mercado são arábica e canephora. Cada uma possui características próprias. Cafés arábicas tendem a ser mais delicados, doces e com notas mais abertas. Já os canephoras possuem quase o dobro de cafeína e costumam apresentar bebidas mais fechadas, com notas de madeira, tabaco, especiarias ou bebidas destiladas.


Variedade: Essa variável nem sempre gera uma diferença sensorial tão perceptível, mas ela faz parte da rastreabilidade e da história do grão. A variedade, por si só, não é capaz de determinar o perfil sensorial de um café.


Processamento: Indica a etapa de pós-colheita do café, podendo ser lavado, cereja descascado, natural, fermentado, entre outros. Essa decisão é tomada “dentro da porteira” e pode orientar o resultado do perfil sensorial. Por exemplo: cafés com processamento cereja descascado tendem a ser mais equilibrados, doces e frutados, enquanto cafés fermentados podem apresentar acidez mais intensa, sabores de frutas maduras e até notas alcoólicas.


Altitude: Não é uma regra, mas cafés cultivados em altitudes mais elevadas tendem a ser mais densos e a apresentar maior complexidade de sabor.


Origem: Essa é a informação que nos conecta diretamente com o terroir. Além de indicar a região, o município e a propriedade, também pode revelar a procedência e vir acompanhada de uma denominação de origem. Regiões notórias costumam ser associadas à qualidade. A rastreabilidade demonstra compromisso e transparência com a cadeia produtiva.


Descritores sensoriais: Indicam o que esperar desse café antes mesmo de prová-lo. Por exemplo: se a embalagem traz notas de caramelo e chocolate, você pode esperar uma bebida mais fácil de beber, um café de especialidade menos complexo e mais clássico, como o nosso “Antes de Mais Nada”. Se indicar limão ou morango, provavelmente será uma experiência mais complexa e com acidez mais evidente.


Sua experiência Mokado: Um campo para registrar suas receitas e guardar as melhores memórias dos cafés da Mokado. Cada card tem uma numeração única e pode ser colecionado com ou sem a embalagem.










Para acompanhar os lançamentos em primeira mão, participe do nosso grupo secreto "Cafólatras S/A" pelo WhatsApp: 61 98181-7259


Texto original por: Nathan "O Barista do Cabelo Rosa". @obaristadocabelorosa

Revisão: Rodrigo Moll

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